Na hora de escolher o nome para o cãozinho de estimação, muitas pessoas buscam referências em filmes e em pessoas famosas que admiram. “A cultura popular gosta de estabelecer vínculos com celebridades e isso acaba refletindo no nome de seus animais”, afirma Carlos Augusto Donini, médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo.
Segundo Donini, entre os nomes mais recorrentes para fêmeas estão: Laika, Mel, Susi, Xuxa e Kiara. Na lista de nomes masculinos, os mais freqüentes são: Chico, Jack, Bethoven, Lula, Neguinho, Pretinho, Snoopy e Thor. “Snoopy, por exemplo, é tão popular, que muita gente chama qualquer cão da raça beagle de Snoopy”, diz Donini.
Ainda de acordo com o veterinário, há nomes que ficam populares durante anos. “Lassie e Rin Tin Tin deram nomes a cães durante décadas e décadas.” Segundo o veterinário, outro nome recorrente no fim dos anos 80 foi Tieta, em alusão à novela exibida pela Rede Globo.
A psicóloga Rosane Perpétuo Simões agregou a sua família, há pouco mais de três anos, a pequena Mel, uma yorkshire de menos de dois quilos. O nome, segundo ela, foi uma escolha do marido, Carlos Duarte Simões, e dos filhos Bruna, de 12 anos, Laís, de 11, e Felipe, de 9.
“Quando a Mel veio para casa tínhamos acabado de conhecer a filha de uma amiga, que se chamava Melissa. Eles adoraram o nome. Para não causar nenhum tipo de constrangimento, e como a cachorra é muito pequena, decidimos abreviar de Melissa para Mel”, diz Rosane. Hoje, no entanto, Laís afirma que o nome Mel deriva de Mellany.
Mel, que quando chegou à família pesava apenas 180 gramas, não é o único animal criado em casa. “Já tivemos tartarugas e hoje temos cerca de sete peixes”, diz Rosane. A psicóloga já teve cães com os nomes Petit, Banzé e Pituca.
Identificação animal
Na cidade de São Paulo, cães e gatos podem tirar seu Registro Geral Animal (RGA), que funciona como uma espécie de carteira de identidade. O animal recebe uma plaqueta com um número, que deve estar presa à coleira. Segundo Donini, o RGA é uma forma de facilitar a identificação do bichinho de estimação, caso ele se perca.
Ao todo, são aproximadamente 393 mil registros na cidade de São Paulo até o fim de 2007, sendo que cerca de 307 mil são cães e 86 mil, gatos.
Dos cães, 43% dos registrados são sem raça definida (vira-lata); 17%, poodle; 5%, cocker. Entre os gatos, 81%, são sem raça definida (vira-lata) e outros 15% são siameses.
Fonte: G1